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  • O amor que nos une sem toque

    O amor que nos une sem toque

    Nunca te toquei. Nunca nos sentámos frente a frente a observar o tempo a passar, mas ainda assim, sinto como se já tivéssemos uma eternidade juntos. Entre nós existe um amor que nasceu entre palavras trocadas, olhares virtuais e silêncios cúmplices que nem mesmo a ausência física conseguiu calar.

    É estranho e bonito ao mesmo tempo. Amarmo-nos assim, à distância, é como regar uma planta invisível – não a vemos crescer, mas sentimos que ela cresce e floresce. Em cada conversa mantida, existe um pouco mais de nós. Em cada mensagem trocada, existe uma promessa silenciosa de que estamos juntos, mesmo longe, mesmo sem toque.

    É um amor calmo, que não grita, mas pulsa forte dentro de nós. Um amor que não tem o abraço, mas tem o consolo. Que não tem o beijo, mas tem a espera. Que não tem o calor da pele, mas tem o desejo genuíno de um dia ter tudo isso.  

    Por vezes, dói. Dói essa ausência do calor da pele, esse querer abraçar e só poder imaginar. Mas, ao mesmo tempo, consola-me saber que o que sentimos não depende do corpo, pois é maior do que ele. Vive nas entrelinhas, nos sorrisos que nos arrancamos mesmo através de uma tela, nas saudades de algo que ainda não vivemos, mas que já faz parte de nós.

    Somos a prova de que o amor pode nascer onde não se toca, mas se sente. Que a ausência pode ser preenchida com presença emocional. E que, mesmo sem estarmos juntos, existe em nós um lugar que já é nosso.Quando nos encontramos, talvez o mundo pare. Ou talvez não, porque o mundo já parou no exato momento em que percebemos que era amor, mesmo sem nos ter.

  • Desafios e caminhos para a prevenção da gravidez na adolescência

    Desafios e caminhos para a prevenção da gravidez na adolescência

    Nos dias que correm, apesar dos avanços a nível social, a problemática da gravidez na adolescência tende a ser um grande desafio. Os dados apontam que, em vários países, a gravidez na adolescência constitui uma das principais causas do abandono escolar e, de certa forma, a limitação no desenvolvimento intelectual das meninas. A sociedade, tendo em conta o problema, também fica afetada e as questões que se colocam prendem-se com a eficácia das políticas públicas e programas implementadas a nível da educação sexual nas escolas e o diálogo na família.

    Causas e fatores contribuintes

    Na minha opinião, um dos principais fatores dessa problemática tem a ver com a falta de uma educação sexual adequada. A falta de diálogo nas famílias, a falta de conteúdos relacionados com o tema nas escolas, faz com que haja a perceção de que o assunto ainda é considerado tabu. Por outro lado, nas zonas mais vulneráveis, as famílias e os adolescentes não têm acesso às informações sobre os métodos preventivos, reprodução e sexualidade responsável.

    Outro fator que eu acho que deve ser levado em conta é a desigualdade de género. Existem culturas em que as meninas são pressionadas a serem mães na idade precoce, sem se levar em consideração as consequências que este ato pode trazer para as suas vidas. Também constato que, hoje em dia, as redes sociais constituem uma influência na medida em que, muitas vezes, espelha a maternidade precoce como um status ou uma realização.

    Propostas para solucionar a problemática

    Na minha ótica, a adoção de uma abordagem integrada que envolva diversos atores sociais, é crucial. Desses atores fazem parte as escolas que, através da implementação de conteúdos relativos à educação sexual, conseguem desmistificar o tema.

    Também nas escolas, nos centros de saúde e nos centros de juventude, é fundamental que haja um gabinete que dá suporte psicológico para adolescentes, com programas de aconselhamento que as ajudem a lidar com os desafios da sexualidade e da responsabilidade emocional. O acesso à educação deve ser facilitado no quadro das políticas públicas para garantir o empoderamento das meninas adolescentes, e oferecer suporte para jovens que engravidam, possibilitando-lhes concluir os seus estudos e, desta forma, prosseguir os seus projetos de vida.

    As famílias e a sociedade em geral têm um papel fundamental em prol da resolução ou amenização dessa problemática. Devem envolver na discussão para a promoção da mudança cultural que valoriza escolhas conscientes e a autonomia das adolescentes, sem pressões externas que possam levá-las a decisões precipitadas.

    Concluindo a minha perceção sobre o assunto em pauta, digo que apesar da sua complexidade, a gravidez na adolescência pode ser combatida com políticas públicas eficazes, educação sexual nas escolas e apoio psicológico. Realço o papel das entidades sociais, da família, da escola e da sociedade em geral, no sentido de unirem forças em prol dessa problemática. Ao dotarem às meninas ferramentas necessárias que lhes permitam tomar decisões informadas e acertadas sobre as suas vidas e saúde, estão a garantir que as mesmas vivam plenamente a sua adolescência, aproveitando as oportunidades de crescimento e realização.

  • A arte da conexão

    A arte da conexão

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